O ladrão veio para matar roubar e destruir! E o Diabo? (1ª Parte)
Não poucas vezes, ouvi a clássica frase “o diabo veio para matar roubar e destruir”, e por muito tempo nem se quer contestei se isso estava correto ou não. Afinal, um ser que quis ser maior que Deus e se rebelou contra o exército dos céus, sem dúvida não veio para outra coisa senão matar, roubar e destruir. Pensava assim...
Começaremos então, uma série de postagens, que tem previsão de se estender por 3 postagens, podendo aumentar ou diminuir, dependendo da inspiração que eu tiver, nos próximos dias. O objetivo dessas postagens é tirar Satanás de onde ele não está, e esclarecer e corrigir muitos erros de pensamento e interpretação que temos cometido ao longo dos anos.
Comecemos então a primeira pergunta: quem é o ladrão?
O texto em que encontramos a declaração em questão é o texto de João 10. Como bem sabemos, esse é o discurso do sumo - pastor, o discurso no qual Jesus afirma ser “o bom pastor”, o qual as ovelhas ouvem e ele as conhece. Ele também discursa sobre a garantia da permanência dessas ovelhas sobre os cuidados de seu pastor. Permanência essa assegurada não apenas pelo bom pastor Jesus, mas também por seu Pai, o nosso Deus. Temos então Jesus discursando sobre os que vieram antes dele:
“Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram” Jo 10:8
E após essa declaração ele deixa bem claro o que é que o ladrão faz:
“O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir” Jo 10:10a
De pronto, nossas mentes nos apontam quem é esse ladrão. O diabo, o coisa ruim, o tinhoso, o inimigo, o capeta ou qualquer outro nome que possamos dar a Satanás. Mas essa é uma grande inverdade. Nem de longe é a ele que Jesus está se referindo! O que Jesus está fazendo é um contraste entre o bom pastor, e os que vieram antes dele. E isso é notório quando Jesus completa a frase, mostrando a que veio:
“eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” Jo 10:10b
Dessa forma vemos que os ladrões são os falsos lideres, mestres e profetas que vieram antes de Jesus. Não todos, mas os falsos. Aqueles que tinham o povo por suas presas e não ovelhas. Esses eram os ladrões aos quais Jesus se referia. Ainda assim, é preciso compreender o sentido metafórico aos quais as palavras matar, roubar e destruir significam. Sabemos que os que vieram antes de Jesus, não roubavam, não matavam nem muito menos destruíam nada nem ninguém, no sentido literal das palavras. Tais homens roubavam, matavam e destruíam a vida das pessoas, se colocando como lideres das mesmas, vindo da parte de Deus, lhes impondo uma liderança autoritária, incoerente e baseada em tradições humanas, e muitas vezes fictícias, em se tratando dos falsos profetas, que proclamavam ser o messias, tão aguardado pelo povo. Eles simplesmente impediam que as pessoas tivessem um verdadeiro contato com Deus, como tiveram os patriarcas. Por isso Jesus é o bom pastor. Aquele ao qual as ovelhas conhecem, e o ouvem. Ele é aquele que nos dá a liberdade de chegarmos ao Pai. Ele é o caminho verdadeiro!
Dessa forma, entendemos que nem de longe Satanás tem qualquer participação nesse texto, que está falando restritamente sobre Jesus e aqueles que vieram antes dele, para liderar e pastorear as ovelhas perdidas da casa de Israel.
Se é assim tão claro o texto, como é possível que vejam satanás nele? Simples. Pelo mesmo motivo pelo qual Satanás é visto em muitos outros textos bíblicos, os quais ele nem se quer é mencionado. Trataremos sobre esses textos mais adiante, provavelmente na terceira postagem.
Na próxima postagem, começaremos a discutir sobre o ser Satanás. Ele existe literalmente como um ser? É apenas uma força maligna atuante no mundo? É apenas a maldade contida no ser humano?
Por hora, ficamos com a advertência de repensar nossas interpretações que tem feito de Satanás um tipo de peteca, o qual é jogado de um lado a outro, em qualquer texto bíblico que possua adjetivos de conotação maléfica!
Começaremos então, uma série de postagens, que tem previsão de se estender por 3 postagens, podendo aumentar ou diminuir, dependendo da inspiração que eu tiver, nos próximos dias. O objetivo dessas postagens é tirar Satanás de onde ele não está, e esclarecer e corrigir muitos erros de pensamento e interpretação que temos cometido ao longo dos anos.
Comecemos então a primeira pergunta: quem é o ladrão?
O texto em que encontramos a declaração em questão é o texto de João 10. Como bem sabemos, esse é o discurso do sumo - pastor, o discurso no qual Jesus afirma ser “o bom pastor”, o qual as ovelhas ouvem e ele as conhece. Ele também discursa sobre a garantia da permanência dessas ovelhas sobre os cuidados de seu pastor. Permanência essa assegurada não apenas pelo bom pastor Jesus, mas também por seu Pai, o nosso Deus. Temos então Jesus discursando sobre os que vieram antes dele:
“Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram” Jo 10:8
E após essa declaração ele deixa bem claro o que é que o ladrão faz:
“O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir” Jo 10:10a
De pronto, nossas mentes nos apontam quem é esse ladrão. O diabo, o coisa ruim, o tinhoso, o inimigo, o capeta ou qualquer outro nome que possamos dar a Satanás. Mas essa é uma grande inverdade. Nem de longe é a ele que Jesus está se referindo! O que Jesus está fazendo é um contraste entre o bom pastor, e os que vieram antes dele. E isso é notório quando Jesus completa a frase, mostrando a que veio:
“eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” Jo 10:10b
Dessa forma vemos que os ladrões são os falsos lideres, mestres e profetas que vieram antes de Jesus. Não todos, mas os falsos. Aqueles que tinham o povo por suas presas e não ovelhas. Esses eram os ladrões aos quais Jesus se referia. Ainda assim, é preciso compreender o sentido metafórico aos quais as palavras matar, roubar e destruir significam. Sabemos que os que vieram antes de Jesus, não roubavam, não matavam nem muito menos destruíam nada nem ninguém, no sentido literal das palavras. Tais homens roubavam, matavam e destruíam a vida das pessoas, se colocando como lideres das mesmas, vindo da parte de Deus, lhes impondo uma liderança autoritária, incoerente e baseada em tradições humanas, e muitas vezes fictícias, em se tratando dos falsos profetas, que proclamavam ser o messias, tão aguardado pelo povo. Eles simplesmente impediam que as pessoas tivessem um verdadeiro contato com Deus, como tiveram os patriarcas. Por isso Jesus é o bom pastor. Aquele ao qual as ovelhas conhecem, e o ouvem. Ele é aquele que nos dá a liberdade de chegarmos ao Pai. Ele é o caminho verdadeiro!
Dessa forma, entendemos que nem de longe Satanás tem qualquer participação nesse texto, que está falando restritamente sobre Jesus e aqueles que vieram antes dele, para liderar e pastorear as ovelhas perdidas da casa de Israel.
Se é assim tão claro o texto, como é possível que vejam satanás nele? Simples. Pelo mesmo motivo pelo qual Satanás é visto em muitos outros textos bíblicos, os quais ele nem se quer é mencionado. Trataremos sobre esses textos mais adiante, provavelmente na terceira postagem.
Na próxima postagem, começaremos a discutir sobre o ser Satanás. Ele existe literalmente como um ser? É apenas uma força maligna atuante no mundo? É apenas a maldade contida no ser humano?
Por hora, ficamos com a advertência de repensar nossas interpretações que tem feito de Satanás um tipo de peteca, o qual é jogado de um lado a outro, em qualquer texto bíblico que possua adjetivos de conotação maléfica!
Anderson L Santos Costa
Um papo sobre a santa ceia
Hoje vamos conversar sobre a prática de uma das mais conhecidas tradições da igreja cristã: a santa ceia ou a eucaristia. Você já sentiu dúvidas sobre o texto de I Coríntios 11, a base bíblica para essa tradição? Esse ritual era o que Jesus realmente queria para lembrar de sua morte? Vamos conhecer o texto de I Coríntios 11 versículo por versículo, vamos lembrar das palavras de Jesus em sua última ceia, vamos corrigir erros históricos da nossa visão e, principalmente, vamos conhecer o verdadeiro significado da ceia do Senhor. Separe um tempo para o estudo, pegue sua Bíblia e vamos conhecer melhor a nossa fé! Situação histórica:
Na região de Coríntios acontecia anualmente a festa Ágape que consistia em cada membro da igreja (estamos aqui falando somente de homens) levar uma porção dobrada de comida e vinho para ser partilhada com pessoas famintas numa ceia festiva. Essa festa se tornou em uma festa que simbolizava a última ceia de Cristo. O problema é que haviam homens nessa igreja que acreditavam que os famintos estavam nessa condição por serem pecadores e, por isso, não era dignos de serem alimentados. Então esses homens avarentos comiam, em secreto antes da ceia, as porções de comida e vinho a mais que seriam destinadas aos famintos; eles se fartavam e se embebedavam com a comida a mais, simplesmente para não deixar alimentar os pobres, que eles consideravam pecadores. Isso causou muita dissenção entre os membros que queriam fazer caridade aos famintos e os que acreditavam ser a fome um castigo aos pecadores.
Leitura bíblica versículo a versículo:

Primeiro devemos lembrar que Coríntios I e II são duas cartas escritas por Paulo e enviadas à igreja de Coríntios para manutenção da fé, exortações diversas e correções de doutrina. Agora vamos fazer uma leitura do texto de Coríntios 11 desde o princípio:
Ver 2: "De fato, eu vos louvo porque, em tudo, vos lembrais de mim e retendes as tradições assim como vo-las entreguei."
O capítulo começa com um singelo elogio, preparando o texto para a exortação que está por vir.
Ver 17:"Nisto, porém, que vos prescrevo, não vos louvo, porquanto vos ajuntais não para melhor, e sim para pior."
Aqui Paulo nos mostra o verdadeiro conteúdo dos versículos adiante: uma bronca pela falta de amor demonstrada na festa Ágape.
Ver 18: "Porque, antes de tudo, estou informado haver divisões entre vós quando vos reunis na igreja; e eu, em parte, o creio."
Ver 19: "Porque até mesmo importa que haja partidos entre vós, para que também os aprovados se tornem conhecidos em vosso meio."
Paulo nos mostra que a diferença de idéias é sadia até mesmo na Igreja. Algo muito importante para os dias de hoje, em que a igreja prefere impor cabrestros aos invés de discernir os melhores pensamentos.
Ver 20: "Quando, pois, vos reunis no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que comeis."
Pois como pode ser a ceia do Senhor sem o mínimo amor para com o próximo?
Ver 21: "Porque, ao comerdes, cada um toma, antecipadamente, a sua própria ceia; e há quem tenha fome, ao passo que há também quem se embriague."
Paulo começa a exortar os que comiam escondidos; eles se embriagavam com tanto vinho enquanto outros padeciam de fome.
Ver 22: "Não tendes, porventura, casas onde comer e beber? Ou menosprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto, certamente, não vos louvo."
Literalmente: isso tudo é fome? Vocês não têm comida em casa? Precisam mesmo demonstrar tamanha gula?
Ver 23: "Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;"
Ver 24:" e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim."
Ver 25: "Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim."
Estes versículos vamos estudar mais adiante.
Ver 26: "Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha."
Todas as vezes que os membros participavam dessa festividade e compartilhavam o pão era uma homenagem ao sacrifício de Cristo ao doar sua vida pelo mundo.
Ver 27: "Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor."
Portanto, quem transforma uma homenagem de amor em discórdia e avareza será punido por seu ato.
Ver 28: "Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice;"
Ver 29: "pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si."
Logo, que se arrependam os que tratam com avareza o seu próximo e que não corrompam mais a ceia para que não sejam condenados.
Ver 30: "Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem."
Esse versículo cita literalmente os fracos por fome e miséria. Por causa da avareza de uns, muitos padecem de fome.
Ver 31: "Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados."
Ver 32: "Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo."
Os avarentos observam essa realidade de fome e miséria e não se culpam por não ajudar os necessitados. Mas o Senhor repreende com amor para que não voltem a errar.
Ver 33: "Assim, pois, irmãos meus, quando vos reunis para comer, esperai uns pelos outros."
Ver 34: "Se alguém tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para juízo. Quanto às demais coisas, eu as ordenarei quando for ter convosco."
E aqui a conclusão do propósito do texto: os avarentos deveriam comer e partilhar a comida e o vinho com todos para que não fossem condenados por seus atos.
Agora vamos comentar os versículos 23, 24 e 25. Esse versículos citam a noite da última ceia; vamos ao texto direto dessa cena, em Mateus 26:26-28:
Ver 26: "Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo."
Percebam que Jesus, neste versículo, esperou os discípulos começarem a comer e dividiu a SUA porção de pão entre seus discípulos. Ele deixou de comer aquele pedaço de pão para compartilhar entre seus irmãos.
Ver 27: "A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos;"
Ver 28: "porque isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados."
Em seguida ele divide o vinho, mostrando que ele não compartilharia apenas o pão, mas daria a sua própria vida, seu próprio sangue, a nós, para que pudéssemos ser salvos.
Juntando essa cena com os versículos 23, 24 e 25 de I Coríntios 11, vemos que Cristo no ordena partilhar o pão e nos dedicarmos ao próximo em memória dEle. Se não houver esse amor, essa dedicação ao aflito, não há ceia do Senhor, não há a memória do amor de Jesus. Por isso Paulo condena a falta de amor na comemoração.
Se não houver amor, de nada adianta você sentar todo primeiro sábado na igreja e tomar um copo de suco de uva e um pedaço de pão. Se não houver o sacrifício da doação, o amor pelos que estão famintos enquanto nada lhe falta, não adianta a ceia. É por isso que muitas igrejas promovem a doação de 1kg de alimento não perecível de cada membro toda a ceia; pois seus líderes sabem que sem amor, sem compartilhar o pão, não há a honra nem a memória de Cristo. Pense nisso na próxima vez que participar da ceia do Senhor.
Curiosidade:
A ceia do Senhor e a festa ágape foram desassociadas por Plínio no século II. Todo esse conceito que temos hoje de ceia, sem o partilhar o pão com famintos, com suco de uva e pão, tendo que pedir perdão pelos pecados ao pastor e somente para batizados nasceu com Cipriano, por volta de 240DC.
Texto escrito por: Renê Vasconcelos
Extraido do blog: Papo de Teólogo
Quem quer Jesus?
E disse Jesus: “Você me aceita?”
Acredito que seja possível que, alguns, estejam se esforçando para lembrar, em qual dos evangelhos encontramos Jesus fazendo essa pergunta. Muitos, provavelmente, estão tentando se lembrar para quem foi que Jesus fez esta pergunta. Mas, para qualquer crente fiel, que freqüenta todos os cultos e tenha a prática da leitura bíblica a resposta não é difícil. Eu, sinceramente, não acredito que alguém não saiba onde está essa pergunta! Está lá, não se lembra? Se eu disser, depois do famoso sermão, fica mais fácil não é?
Pois é, está lá mesmo. Você foi ler o sermão do monte e não encontrou essa pergunta de Jesus? Mas é claro que não encontrou, eu não disse que estaria lá! Ela está logo após o sermão. O SERMÃO DO CULTO DOMINICAL! Agora, você deve estar se lembrando do seu pastor, durante o apelo, após o sermão bradando as palavras: “Você quer aceitar a Jesus nesta noite?”. Pois é, a “oferta”, feita aos não crentes aos domingos à noite, traz justamente esta idéia. A idéia de que, Jesus está dizendo, aos que não o conhecem “Você me aceita?
Isso me faz lembrar um ‘fim de feira’, em que vários produtos que não foram comprados, começam a ser oferecidos pelos vendedores:
“Tem Jesus pra todo mundo, do tamanho e do gosto que o “freguês” quiser!”
“Aceite a Jesus e leve de brinde a Salvação”
“Jesus, Jesus! Ta baratinho, moça...”
“Último Jesus! Ta acabando! Pelo preço de UM, você leva TRÊS, pra dentro do seu coração!”
Ah! Que saudade, dos “apelos” feitos por João o Batista:
“Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” Mt 3:2
Com o passar dos anos, a influência que a igreja recebeu do evangelismo fronteiriço, de Moody e de outros homens ou movimentos avivalistas, que foram extremamente influenciados por uma visão humanista, não tem sido percebida.
No atual contexto do evangelismo, há uma grande inversão, na qual Jesus é apenas um “peixe em fim de feira”, que precisa ser vendido a qualquer custo, e se não tiver jeito, pode até ser levado embora de graça! A impressão que dá, é a de que, Jesus está implorando, constantemente para que sejamos salvos. Não bastou seu sacrifício na cruz, Ele tem de implorar ao homem para se salvar!
A esta altura posso até imaginar alguém bradando: “você não sabe nada de bíblia, leia Apocalipse 3:20 e depois venha escrever suas bobagens!”. Será necessário lembrar que o texto de Apocalipse 3:20 é dirigido a igreja, ou seja, aqueles que já conhecem a Jesus? Também será necessário enfatizar que o Espírito Santo nos convence de sermos pecadores, mas não implora para que aceitemos a Jesus. Muito pelo contrário! Pelo convencimento do pecado, o Espírito Santo nos leva ao arrependimento, e a ENTREGA de nossas vidas a Jesus.
Temos na bíblia uma idéia clara da necessidade de se arrepender e de “entregar sua vida ao Senhor” reconhecendo dessa forma que Jesus não é apenas nosso Salvador, mas também Senhor de nossas vidas. Porém, para muitas pessoas que nada sabem sobre a fé cristã, ouvir uma “proposta” de aceitar Jesus, nada mais é que mais uma opção, a qual, “se não fizer bem, mal também não fará! Afinal, se eu não preciso fazer nada, se é “só aceitar Jesus, que ele vai entrar na minha vida e eu to salvo”, por que eu não aceitaria?
Me admira muito que os lideres de nossas igrejas continuem procurando uma solução para o fato de a porta das igrejas estarem apresentando o mesmo tamanho tanto para quem chega quanto para quem sai. Qualquer crente, que tenha mais de um ano de conversão, pode apresentar uma lista de pessoas que, provavelmente, ingressaram na igreja juntamente com ele, “aceitaram” a Jesus, mas que hoje não se encontram mais na igreja e muitas vezes se encontram em um estado ainda pior.
Qual o motivo de tamanha falta de compromisso, e de uma conversão verdadeira, em tantas pessoas que aceitaram Jesus? Simples! Elas aceitaram Jesus, e talvez estejam, até hoje, esperando acontecer alguma coisa em suas vidas, pois já aceitaram Jesus, mas parece que ele não entrou na vida delas!
O evangelho não é um produto, para que Jesus seja oferecido como tal. É necessário, que retornemos a visão bíblica na qual “o homem está perdido, precisa reconhecer sua condição e entregar sua vida a Jesus”. Enquanto continuarmos “oferecendo” Jesus às pessoas, pode ser que alguns prossigam no caminho e conheçam a Jesus, mas a maior probabilidade é de formarmos cada vez mais “cristãos” que nunca passaram por um processo de arrependimento e desejo de mudança de vida, e que , conseqüentemente não conhecem o Senhor Jesus. E isso não é apenas um problema de semântica, pois o que se está em jogo são almas, que podem estar indo para o inferno, por pensarem que ao “aceitar” Jesus garantiram sua salvação!
Vamos, então, reconhecer a contribuição dos grandes evangelistas para o cristianismo, mas deixemos que nosso Senhor faça seus “apelos”:
“Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” MT 4:17
Anderson Luiz. S Costa
Qual a razão da sua fé?
Certa vez, estava conversando com um amigo, e ele me relatava sobre sua dificuldade em se manter firme na fé em Cristo, e principalmente, não apenas na fé, mas, também na obediência (algo muito negligenciado hoje em dia). Ele me dizia, que era muito difícil ser cristão, e que tinha grande dificuldade para abandonar certos hábitos pecaminosos que tinha antes de se converter. Em certo ponto de nossa conversa eu comecei a refletir e lhe perguntei qual era seu motivo para querer ser obediente a Deus. Ele não teve qualquer tipo de falsa piedade e abriu seu coração para mim: “Cara, eu não consigo ser hipócrita com Deus. Quando oro eu falo, para Ele, que sou interesseiro, quero ter uma casa boa, esposa bonita, um bom emprego e desfrutar de uma vida “abundante” sem doenças e essas coisas! Eu quero obedecer a Deus, por que quero que ele me recompense por isso. E claro eu quero obedecer a Deus para ter minha salvação, não quero ir pro inferno”.
Esse amigo, me fez definir o seu cristianismo como “um fardo”. E ele próprio concordou que era dessa forma que sentia, tendo de abrir mão de muitas coisas para servir a Cristo. Não que ele pensasse ser isso o correto, mas ele estava sendo extremamente sincero comigo, da forma como deveríamos ser quando esperamos que alguém nos ajude, e por isso me relatou sua dificuldade e seus motivos para ser cristão.
Ora, ele está errado? Podemos pensar que não! A bíblia realmente nos incentiva a pedir e a confiar nossas necessidades a Deus. Da mesma maneira, muito do que fazemos deve ser na esperança de uma herança nos céus, de uma salvação e convívio eterno com Deus. O que a bíblia não nos ensina é a obrigarmos Deus a nos abençoar, profetizar, determinar e todas as outras palavras chave da confissão positiva. Porém não vejo como uma idéia correta a idéia de que o obedecer a Deus nos traz bênçãos. Se Deus faz chover tanto ao bom quanto ao mal, será que por ser cristão tenho direito a bênçãos melhores? Penso que não. Para mim é inconcebível fazer uma entrevista de emprego pedindo que Deus me dê aquele emprego por eu ser fiel, sendo que muitos outros candidatos, a vaga em questão, talvez sejam mais preparados que eu, e possam render muito mais a empresa.
Para esse amigo, grande parte dessa dificuldade se dá pelo fato de que ao pedir essas coisas a Deus, por mais que ele saiba que tudo acontecerá segundo a vontade de Deus, por várias vezes ele se frustra, pois “pede muito e nada recebe”! Com a falta de resposta positiva as suas questões, esse meu amigo se questiona se realmente está no caminho certo, se Deus o está ouvindo, se vale a pena obedecer a Deus, já que não tem conseguido obedecer 100% e várias outras questões que uma pessoa com crise, existencial e espiritual, faz a si mesma.
Refleti por alguns segundos na sua declaração e lhe disse que ele não é o único a servir a Deus por esses motivos. Praticamente todos que são cristãos o são por tal motivo. Porém não deixei de expressar a ele, o que penso sobre isso e qual a razão da minha fé. O que eu disse, a meu amigo, é praticamente o que expressarei agora de forma resumida.
Sabem qual a razão da minha fé? Deus! Pura e simplesmente Deus! Não pelo que Ele me deu, me dará, me fez, me fará, me prometeu, cumpriu, cumprirá etc... etc... etc... Mas sim por quem ou o quê Deus é! Se Jesus não tivesse morrido na cruz, se não existisse um inferno, se não houvesse um céu o qual eu pudesse almejar, se não houvesse um julgamento futuro no qual eu pudesse ser condenado ou inocentado, se não houvesse culpa, ainda assim, eu serviria a Deus! Sei que essa declaração parece conter pouca verdade, pois, de certa forma, um senso como esse não é inerente ao homem, mas é a verdade!
Para mim, Deus é Deus por sua obra da criação, e pelos seus cuidados para com essa mesma criação. O que me dá cada vez mais vontade de servir a Deus é o prazer de me relacionar com ele, dia após dia. Entendo perfeitamente o que Pedro nos diz:
“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,” 1 Pe 3:13
Sei que Pedro está nos incentivando a demonstrar nossa esperança em bênçãos futuras, como nossa salvação e isso através de um conhecimento, claro, sobre o motivo da morte de Cristo, e das implicações que tal sacrifico, juntamente com sua ressurreição, trazem para nossa vida. Mas ainda assim, não consigo ter fé em Deus por que ele me salva de um julgamento vindouro! Para mim, Deus é muito superior a tudo isso, e merece ser Deus e ser louvado em toda e qualquer circunstância.
É essa uma idéia diferente, e estranha a realidade humana? Sim é! Mas penso... não era assim que pensava também Jó? Será que Deus era Deus pra ele, pelo que fazia em sua vida, ou por quem o próprio Deus É? Penso eu, que se a razão da fé de todos os cristãos fosse apenas essa, teríamos um cristianismo diferente. Que adoraria a Deus por quem ele é. Um cristianismo que teria prazer em apresentar Cristo ao mundo, não apenas por obrigação, mas por querer ver mais pessoas servindo ao Deus verdadeiro. Um cristianismo, que se importaria mais com as pessoas, pois entenderia que Deus é quem mais se importa com as pessoas, e se ele faz isso como nós podemos nos importar mais conosco do que com o próximo?
Assim como Deus disse de seu filho “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”, antes mesmo que Jesus tivesse feito qualquer obra, gostaria também de ver os filhos de Deus chamando seu Pai de amado, apenas por quem ele é, e não pelo que ele nos faz...
Dessa forma, o cristianismo que vivo é uma alegria para mim. Não que eu não tenha problemas, crises e dificuldades sejam sentimentais, profissionais, psicológicas ou espirituais. Mas, independente do que me suceda, tenho prazer em servir a Deus, pois sei que ele merece minha adoração. Para mim, a luta contra o pecado, por mais difícil e dolorosa que seja, é feita com prazer, pois é para agradar aquele me amou antes mesmo que eu pensasse em agradá-lo.
Ao fim da conversa, meu amigo concordou comigo que se ele conseguisse ter esse tipo de relacionamento com Deus, seria muito mais feliz, pois não teria frustrações. Ele disse que tentaria rever a razão da sua fé.
Espero que esse texto possa ser útil para que venhamos a refletir sobre a razão da nossa fé, e se é possível servir a Deus por quem ele é!
Mas enfim, fica a pergunta: Qual a razão da sua fé?
Esse amigo, me fez definir o seu cristianismo como “um fardo”. E ele próprio concordou que era dessa forma que sentia, tendo de abrir mão de muitas coisas para servir a Cristo. Não que ele pensasse ser isso o correto, mas ele estava sendo extremamente sincero comigo, da forma como deveríamos ser quando esperamos que alguém nos ajude, e por isso me relatou sua dificuldade e seus motivos para ser cristão.
Ora, ele está errado? Podemos pensar que não! A bíblia realmente nos incentiva a pedir e a confiar nossas necessidades a Deus. Da mesma maneira, muito do que fazemos deve ser na esperança de uma herança nos céus, de uma salvação e convívio eterno com Deus. O que a bíblia não nos ensina é a obrigarmos Deus a nos abençoar, profetizar, determinar e todas as outras palavras chave da confissão positiva. Porém não vejo como uma idéia correta a idéia de que o obedecer a Deus nos traz bênçãos. Se Deus faz chover tanto ao bom quanto ao mal, será que por ser cristão tenho direito a bênçãos melhores? Penso que não. Para mim é inconcebível fazer uma entrevista de emprego pedindo que Deus me dê aquele emprego por eu ser fiel, sendo que muitos outros candidatos, a vaga em questão, talvez sejam mais preparados que eu, e possam render muito mais a empresa.
Para esse amigo, grande parte dessa dificuldade se dá pelo fato de que ao pedir essas coisas a Deus, por mais que ele saiba que tudo acontecerá segundo a vontade de Deus, por várias vezes ele se frustra, pois “pede muito e nada recebe”! Com a falta de resposta positiva as suas questões, esse meu amigo se questiona se realmente está no caminho certo, se Deus o está ouvindo, se vale a pena obedecer a Deus, já que não tem conseguido obedecer 100% e várias outras questões que uma pessoa com crise, existencial e espiritual, faz a si mesma.
Refleti por alguns segundos na sua declaração e lhe disse que ele não é o único a servir a Deus por esses motivos. Praticamente todos que são cristãos o são por tal motivo. Porém não deixei de expressar a ele, o que penso sobre isso e qual a razão da minha fé. O que eu disse, a meu amigo, é praticamente o que expressarei agora de forma resumida.
Sabem qual a razão da minha fé? Deus! Pura e simplesmente Deus! Não pelo que Ele me deu, me dará, me fez, me fará, me prometeu, cumpriu, cumprirá etc... etc... etc... Mas sim por quem ou o quê Deus é! Se Jesus não tivesse morrido na cruz, se não existisse um inferno, se não houvesse um céu o qual eu pudesse almejar, se não houvesse um julgamento futuro no qual eu pudesse ser condenado ou inocentado, se não houvesse culpa, ainda assim, eu serviria a Deus! Sei que essa declaração parece conter pouca verdade, pois, de certa forma, um senso como esse não é inerente ao homem, mas é a verdade!
Para mim, Deus é Deus por sua obra da criação, e pelos seus cuidados para com essa mesma criação. O que me dá cada vez mais vontade de servir a Deus é o prazer de me relacionar com ele, dia após dia. Entendo perfeitamente o que Pedro nos diz:
“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,” 1 Pe 3:13
Sei que Pedro está nos incentivando a demonstrar nossa esperança em bênçãos futuras, como nossa salvação e isso através de um conhecimento, claro, sobre o motivo da morte de Cristo, e das implicações que tal sacrifico, juntamente com sua ressurreição, trazem para nossa vida. Mas ainda assim, não consigo ter fé em Deus por que ele me salva de um julgamento vindouro! Para mim, Deus é muito superior a tudo isso, e merece ser Deus e ser louvado em toda e qualquer circunstância.
É essa uma idéia diferente, e estranha a realidade humana? Sim é! Mas penso... não era assim que pensava também Jó? Será que Deus era Deus pra ele, pelo que fazia em sua vida, ou por quem o próprio Deus É? Penso eu, que se a razão da fé de todos os cristãos fosse apenas essa, teríamos um cristianismo diferente. Que adoraria a Deus por quem ele é. Um cristianismo que teria prazer em apresentar Cristo ao mundo, não apenas por obrigação, mas por querer ver mais pessoas servindo ao Deus verdadeiro. Um cristianismo, que se importaria mais com as pessoas, pois entenderia que Deus é quem mais se importa com as pessoas, e se ele faz isso como nós podemos nos importar mais conosco do que com o próximo?
Assim como Deus disse de seu filho “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”, antes mesmo que Jesus tivesse feito qualquer obra, gostaria também de ver os filhos de Deus chamando seu Pai de amado, apenas por quem ele é, e não pelo que ele nos faz...
Dessa forma, o cristianismo que vivo é uma alegria para mim. Não que eu não tenha problemas, crises e dificuldades sejam sentimentais, profissionais, psicológicas ou espirituais. Mas, independente do que me suceda, tenho prazer em servir a Deus, pois sei que ele merece minha adoração. Para mim, a luta contra o pecado, por mais difícil e dolorosa que seja, é feita com prazer, pois é para agradar aquele me amou antes mesmo que eu pensasse em agradá-lo.
Ao fim da conversa, meu amigo concordou comigo que se ele conseguisse ter esse tipo de relacionamento com Deus, seria muito mais feliz, pois não teria frustrações. Ele disse que tentaria rever a razão da sua fé.
Espero que esse texto possa ser útil para que venhamos a refletir sobre a razão da nossa fé, e se é possível servir a Deus por quem ele é!
Mas enfim, fica a pergunta: Qual a razão da sua fé?
Anderson Luiz. S Costa
Vamos Fazer Theóslogia?
Inicialmente, quando pensei em um nome, para esse blog, ele se chamaria “Fazendo Teologia”, mas comecei a pensar sobre esse nome, e algumas perguntas vieram a minha mente: O que é teologia? É feito algum tipo de teologia hoje? Temos teólogos hoje?
Teologia, por definição, sem muitas explicações, vem a ser o “Estudo de Deus’. Dessa forma as outras duas perguntas que fiz, equivalem a se perguntar se “é feito algum estudo sobre Deus, hoje?”, ou se “temos pessoas que estudam Deus, hoje?“.
Acredito que responderíamos sim as duas perguntas! E foi ao responder sim que me lembrei de um comentário, que um pr., o qual conheço, fez em uma aula bíblica, no último domingo:
“Não existem teólogos hoje, pois não fazemos teologia. Ela já está pronta. O que temos hoje são cópias da teologia que homens como Agostinho elaboraram”
Realmente, para mim, esse comentário fez muito sentido, e me fez mudar o nome que daria ao blog. Não tenho a intenção de atacar ou de desmoralizar a ninguém (até por que não conseguiria isso, com um simples blog), mas tenho que expressar minha opinião.
É feito algum tipo e teologia hoje? Sim! Infelizmente, sim! Hoje é feito um número cada vez maior de Teologias absurdas como a teologia da prosperidade, confissão positiva, batalha espiritual, quebra de maldição e todas essas bizarrices que tem dominado o cristianismo moderno.
Temos teólogos hoje? Não! Infelizmente, sim! Fui contraditório? Pois é, acontece que, temos muitos teólogos, porém não no sentido exato que a palavra teólogo deveria trazer. Teólogo deveria ser alguém que estudasse Deus, porém o que temos hoje são estudantes de teologia. Estudantes de Teologia Reformada, Teologia Calvinista, Teologia Wesleyana, Teologia Batista, Teologia Luterana, Teologia Católica e por ai vai...Não que essas teologias não possuam algo de verdade, mas elas não deveriam ser a base e sim as ferramentas de estudos.
Ante a essa situação, eu resolvi utilizar o termo “Theóslogia”. Com certeza muitos dirão que estou apenas querendo filosofar sobre o sentido da palavra, e apelando para uma transliteração mais literal do substantivo θεός, e com isso demonstrar “mais erudição”. Mas não é isso. Utilizo o nome “Fazendo Theóslogia”, pois estou criando este blog com o intuito de estudar mais a Deus. Nada de erudição...apenas semântica, e errada, propositalmente...Reconheço o papel que grandes teólogos tiveram na história do Cristianismo, mas, da mesma forma, penso que muitos dos problemas que o Cristianismo enfrenta se deve a Teologia de tais homens!
A proposta é rever a Teologia a qual temos crido, vivido e ensinado, e pensarmos até que ponto o que temos hoje é fruto de uma verdadeira Theóslogia! Como poderemos fazer isso? Estudando mais de Deus, de preferência através do livro, o qual a teologia define como sendo “A Palavra de Deus”.
Peço que não julguem minha causa, sem antes participar da mesma, pois não sou um ninguém que não sabe de nada, e quer se aparecer em meio aos teólogos. Sou apenas um jovem... tentando fazer theóslogia...
Anderson Luiz. S Costa
Teologia, por definição, sem muitas explicações, vem a ser o “Estudo de Deus’. Dessa forma as outras duas perguntas que fiz, equivalem a se perguntar se “é feito algum estudo sobre Deus, hoje?”, ou se “temos pessoas que estudam Deus, hoje?“.
Acredito que responderíamos sim as duas perguntas! E foi ao responder sim que me lembrei de um comentário, que um pr., o qual conheço, fez em uma aula bíblica, no último domingo:
“Não existem teólogos hoje, pois não fazemos teologia. Ela já está pronta. O que temos hoje são cópias da teologia que homens como Agostinho elaboraram”
Realmente, para mim, esse comentário fez muito sentido, e me fez mudar o nome que daria ao blog. Não tenho a intenção de atacar ou de desmoralizar a ninguém (até por que não conseguiria isso, com um simples blog), mas tenho que expressar minha opinião.
É feito algum tipo e teologia hoje? Sim! Infelizmente, sim! Hoje é feito um número cada vez maior de Teologias absurdas como a teologia da prosperidade, confissão positiva, batalha espiritual, quebra de maldição e todas essas bizarrices que tem dominado o cristianismo moderno.
Temos teólogos hoje? Não! Infelizmente, sim! Fui contraditório? Pois é, acontece que, temos muitos teólogos, porém não no sentido exato que a palavra teólogo deveria trazer. Teólogo deveria ser alguém que estudasse Deus, porém o que temos hoje são estudantes de teologia. Estudantes de Teologia Reformada, Teologia Calvinista, Teologia Wesleyana, Teologia Batista, Teologia Luterana, Teologia Católica e por ai vai...Não que essas teologias não possuam algo de verdade, mas elas não deveriam ser a base e sim as ferramentas de estudos.
Ante a essa situação, eu resolvi utilizar o termo “Theóslogia”. Com certeza muitos dirão que estou apenas querendo filosofar sobre o sentido da palavra, e apelando para uma transliteração mais literal do substantivo θεός, e com isso demonstrar “mais erudição”. Mas não é isso. Utilizo o nome “Fazendo Theóslogia”, pois estou criando este blog com o intuito de estudar mais a Deus. Nada de erudição...apenas semântica, e errada, propositalmente...Reconheço o papel que grandes teólogos tiveram na história do Cristianismo, mas, da mesma forma, penso que muitos dos problemas que o Cristianismo enfrenta se deve a Teologia de tais homens!
A proposta é rever a Teologia a qual temos crido, vivido e ensinado, e pensarmos até que ponto o que temos hoje é fruto de uma verdadeira Theóslogia! Como poderemos fazer isso? Estudando mais de Deus, de preferência através do livro, o qual a teologia define como sendo “A Palavra de Deus”.
Peço que não julguem minha causa, sem antes participar da mesma, pois não sou um ninguém que não sabe de nada, e quer se aparecer em meio aos teólogos. Sou apenas um jovem... tentando fazer theóslogia...
Anderson Luiz. S Costa